Bottom-up e top-down: veja as vantagens e desvantagens de cada um!

Bottom-up e top-down são modelos gerenciais que determinam a forma de administração, de um modo geral, da empresa.

Com um mercado cada vez mais competitivo e repleto de constantes mudanças, se adaptar através de uma gestão eficaz é questão de sobrevivência. Sobretudo, para alcançar melhores resultados.

Nesse sentido, entender mais sobre bottom-up e top-down é fundamental para saber qual abordagem faz mais sentido, qual é utilizada atualmente pela empresa e se faz sentido ou não mudar. Pensando nisso, confira neste post do que se trata cada um desses modelos de gestão, além das suas vantagens e desvantagens!

O que são os métodos bottom-up e top-down?

Existem muitas abordagens que podem ser utilizadas nos processos de gestão empresarial. Nesse contexto, saber escolher aquela que é mais interessante para o negócio, é essencial.

Basicamente, o bottom-up e o top-down são modelos de gestão que atuam na decomposição dos sistemas, com o objetivo de entender cada particularidade e organizar de forma estratégica, de acordo com as atividades internas e hierarquia.

Veja o conceito de cada um!

Bottom-up

Esse é um modelo de gerenciamento que significa “de baixo para cima”. Com esse método de gestão é possível organizar diversos processos e ambientes de forma horizontal, contribuindo para aproveitar melhor ideais e competências profissionais.

Em outras palavras, o bottom-up é uma abordagem que analisa informações individualmente e, a partir desses resultados, ocorre o entendimento geral. É uma estratégia que permite analisar pontos internos específicos, desempenho dos departamentos e, posteriormente, avaliar o mercado para projetar ações de forma precisa e eficiente.

Top-down 

Esse modelo significa “de cima para baixo” — tem início na análise geral das informações para que, em seguida, seja compreendida cada parte do assunto para levar ao conhecimento amplo. Nesse modelo, os gestores com cargos mais altos são sempre os principais tomadores de decisões. É considerado o modelo de gestão mais conhecido, no qual existe uma hierarquia bem definida e a alta cúpula da empresa define as diretrizes e as estratégias do negócio. 

Pode-se dizer que o top-down determina a orientação do fluxo de informações de cima para baixo, ou seja, do geral para o específico. Já o bottom-up é justamente o contrário, do restrito ao amplo, ou de baixo para cima. Ambos são usados para ordenar informações, direcionar tarefas e embasar as decisões.

Quais as vantagens e desvantagens do bottom-up e do top-down?

Todo modelo de gestão deve ser avaliado individualmente, considerando as características do negócio e do mercado. Sendo assim, para ter informações valiosas sobre qual estratégia usar, é indispensável conhecer as vantagens e desvantagens dos modelos de gestão bottom-up e top-down.

Principais vantagens do bottom-up

Uma das vantagens mais notáveis do bottom-up é, sem dúvidas, o grande envolvimento e engajamento de várias equipes e pessoas trabalhando em harmonia. Ou seja, causa um impacto positivo nas relações de trabalho e no clima organizacional.

Com a análise de diferentes tipos de perspectivas, devido à participação de todas as áreas, proporciona decisões bem pautadas e construtivas. Assim, é possível reduzir as margens de erro e melhorar os resultados.

Além disso, a modalidade de gestão bottom-up proporciona as seguintes vantagens:

  • aumento de produtividade;
  • estimula o comprometimento da equipe;
  • maior aproveitamento das ideias dos profissionais;
  • melhorar o desempenho geral;
  • motiva a equipe.

Por outro lado, o modelo bottom-up leva a uma análise e uma tomada de decisão mais lenta, exigindo mais tempo para alinhar a comunicação interna. Dessa forma, é uma abordagem que pode trazer desafios para os gestores, principalmente no início da gestão.

Apesar de o bottom-up ser um modelo de gerenciamento interativo e que estimula a participação da equipe, pode ser mais difícil de alinhar as decisões com os objetivos e as metas, pois os gestores perdem muito tempo com revisões e questões departamentais.

As principais desvantagens do bottom-up são:

  • possível falta de alinhamento das atividades com o planejamento estratégico;
  • as decisões e a realização de ajustes exige um tempo considerável;
  • é necessário investir em uma comunicação interna eficiente;
  • exige atenção especial para evitar atritos, competitividade, rivalidade e desgastes entre os profissionais.

Principais vantagens do top-down

O top-down é um modelo de gestão tradicional e proporciona maior alinhamento e uniformidade aos processos empresariais. O modelo estabelece os gestores como referências nas tomadas de decisão, por isso, oferece maior solidez e agilidade.

As vantagens do top-down são:

  • controle para trabalhar com orçamentos definidos com antecedência;
  • maior consistência nos processos;
  • menor interferência e menos ajustes;
  • tomada de decisão rápida e precisa.

Principais desvantagens do top-down

Uma das maiores é a possibilidade de desentendimentos entre a diretoria e os demais níveis da empresa. Além disso, é uma abordagem inflexível que pode gerar desconfortos no clima organizacional.

O top-down tem desvantagens que podem se manifestar também nas seguintes formas:

  • dificuldade de alcançar objetivos e metas por falta de alinhamento entre estratégia e operação;
  • ambiente de trabalho mais “duro”;
  • baixo comprometimento das equipes;
  • implementação de processos sem a devida análise e planejamento;
  • mudanças incisivas das decisões, sem aviso prévio;
  • problemas de comunicação.

Como os métodos são aplicados nas empresas?

Os modelos de gestão bottom-up e top-down permitem aplicações estratégicas e abrangentes de acordo com os objetivos e as características do negócio. São conceitos sistemáticos e podem ser flexíveis, se adaptando de acordo com a realidade de cada empresa.

De forma geral, o modelo top-down pode ser aplicado em empresas que necessitam de decisões rápidas. É uma forma de gestão que facilita a resolução de problemas específicos.

Por outro lado, o modelo bottom-up pode ser aplicado em estratégias de gestão de médio a longo prazo, que priorizam decisões que envolvam toda a equipe e proporcionam soluções colaborativas, ideal para negócios flexíveis e dinâmicos.

Embora bottom-up e top-down sejam metodologias de gestão distintas, é possível que a mesma empresa use os modelos de forma alternada. No entanto, é preciso considerar as necessidades e a maturidade do negócio.

Qual a relação entre a abordagem bottom-up e o método OKR?

Como já destacamos aqui no blog, o método OKR de gestão se caracteriza pela maior agilidade e liberdade dos gestores de cada setor.

Nele, o que importa mesmo é que os respectivos orçamentos sejam elaborados tendo em vista os objetivos da empresa (O), assim como os resultados-chave (KR) para alcançá-los.

Sendo assim, a abordagem bottom-up casa direitinho com o OKR, uma vez que, nela, as projeções orçamentárias são feitas a partir de cada centro de custos.

Na verdade, o bottom-up seria até o método mais indicado para a elaboração de um orçamento em empresas pautadas por OKRs, tendo em vista que são, de certa forma, métodos complementares.

Que fatores devem ser considerados na escolha?

No contexto empresarial, a máxima “cada caso é um caso” se aplica perfeitamente. Da mesma forma que não existem duas pessoas iguais, empresas se diferenciam por uma série de fatores, inclusive as que pertencem a um mesmo segmento.

Dessa forma, a escolha da metodologia para definição de metas deve ser pautada por certos critérios que, como tais, devem ser bastante objetivos.

Aliás, essa é uma das dificuldades que percebemos nas rotinas de algumas das empresas com quem temos parceria no início. Sem uma cultura oriented goal, elas sentem grande dificuldade para estabelecer parâmetros que possam norteá-las ao listar objetivos.

Dessa forma, esse é o primeiro critério a ser considerado na hora de escolher pela abordagem top-down ou bottom-up.

Metas

Digamos que a alta direção define para a empresa uma meta mais ampla, ou mesmo um objetivo do tipo BHAG.

Nesse caso, o longo prazo exigido para o seu cumprimento pede uma abordagem que demande um esforço menor de revisão e ajustes. O orçamento top-down, então, seria o mais indicado.

Mas, se a empresa prefere trabalhar com metas mais ágeis e específicas, aplicando o modelo SMART em seus setores, então a abordagem bottom-up cai melhor. Isso vale, principalmente, para aquelas em que prevalece o modelo horizontal de gestão, que se caracteriza pela maior autonomia decisória em cada setor.

Prazos

Como vimos, a aplicação do bottom-up e top-down tem muito a ver com a natureza das metas e, principalmente, com os prazos designados para atingi-las.

De qualquer forma, tudo vai depender da cultura da empresa e de que maneira ela se adapta às abordagens. Em alguns casos, o bottom-up se revela mais ágil, enquanto o top-down talvez não funcione tão bem. 

Voltando ao que dissemos anteriormente, cada caso é um caso, então, o ideal é sempre considerar a adequação das abordagens de acordo com o “fit” de cada uma delas à sua realidade.

Tamanho da empresa

Em uma microempresa com 10 colaboradores, provavelmente o método bottom-up não faz muito sentido como faria em uma grande multinacional com muitas filiais e departamentos.

Sendo assim, vale sempre levar em conta o tamanho da empresa na hora de escolher a abordagem mais adequada, sem deixar de colocar a natureza de suas metas na balança.

Lembre-se, ainda, de que a tecnologia é a aliada número um na hora de definir metas e acompanhá-las. Conte com a Scoreplan para apoiar seu negócio em todas as etapas do seu planejamento e, principalmente, na avaliação dos seus resultados.

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