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Gestão de Indicadores | KPIs
Foto de João Paulo Colleoni
João Paulo Colleoni
  • Publicado em novembro 10, 2020

Árvore de Indicadores: o que é, como montar e exemplos práticos

Soluções que fornecem informações para uma tomada de decisão ágil e certeira se tornaram uma necessidade para qualquer negócio. O uso de indicadores é uma forma inteligente de avaliar o desempenho e planejar melhor as ações, além de possibilitar otimização de recursos. E a árvore de indicadores é uma ferramenta que pode ajudar gestores nesse processo.

Usada para orientar as decisões de líderes e gestores, ela se destaca por fornecer informações consistentes e relevantes sobre métricas-chave para a empresa. Mas, antes de montar uma árvore (ou hierarquia) de indicadores é importante entender o que ela avalia e como é construída.

O objetivo deste post é detalhar o conceito da árvore de indicadores e mostrar algumas dicas de como você pode estruturar a ferramenta conforme a realidade da sua empresa. Continue lendo e veja como aprimorar a gestão com a ajuda de indicadores estruturados!

O que é uma árvore de indicadores?

A hierarquização dos indicadores de desempenho, é realizada por meio da árvore de indicadores. A ferramenta tem como objetivo relacionar de maneira mais adequada as causas e os efeitos produzidos por eles.

A disposição dos indicadores é definida de acordo com a categoria à qual pertencem. No geral, são direcionados a três grupos para que a hierarquização funcione corretamente. A seguir apresentaremos mais detalhes sobre a hierarquia e cada um dos tipos de indicadores. 

Como funciona a hierarquia de indicadores na prática

O que a árvore de indicadores faz é usar a representação hierárquica para facilitar o entendimento da relação estabelecida entre esses três níveis de indicadores. O topo relaciona os Indicadores de maior relevância, considerando as estratégias da empresa.

Em seguida, os indicadores são relacionados como táticos e operacionais, o que permite a visualização dos impactos provenientes da interação entre eles e como isso pode prejudicar ou beneficiar a empresa.

É importante salientar que cada empresa deverá estabelecer critérios e alvos de medição, de acordo com suas estratégias, objetivos, metas e realidade. O que vale para uma empresa pode não ser aplicável em outros negócios.

A árvore de indicadores é uma potente aliada da gestão, pois ajuda a definir critérios para gerir processos e pessoas e a identificar e atacar a causa raíz de resultados não satisfatórios. Uma gestão clara e transparente facilita a comunicação entre líderes e liderados e potencializa os resultados.

Indicadores estratégicos

A função desses indicadores é fazer o alinhamento dos objetivos estratégicos da empresa, medindo o desempenho considerando períodos (mensal, trimestral, semestral ou anual) de modo que seja possível verificar se a performance do negócio está satisfatória e de acordo com os objetivos definidos.

Aqui, entram por exemplo indicadores como Receita e Lucratividade.

Indicadores táticos

Embora estejam mais próximos dos indicadores estratégicos, os táticos se caracterizam pela orientação e apontamento baseados em possibilidade e não em realidade, são mais analíticos e podem não oferecer respostas concretas.

Entretanto, com o uso de indicadores táticos é possível elaborar planos de ação com o objetivo de alcançar determinado resultado.

Um exemplo prático seria o desempenho das vendas de uma determinada campanha, fazendo uma análise entre a receita prevista e a real.

Indicadores operacionais

O próprio nome sugere que se trata de indicadores práticos, usados na tomada de decisão, considerando execuções imediatas para prevenir ou corrigir processos e procedimentos de rotina.

São indicadores claros, que mostram exatamente o que deve ser feito, quando, como e por quem, para direcionar ações cotidianas. Para ter o efeito desejado, utilizam fórmulas com dados extraídos de diversas fontes, o que pode tornar sua gestão mais complexa.

Relações de causa e efeito: como um indicador impacta o outro

A árvore de indicadores é um mapa de causa e efeito da empresa e parte do entendimento de que tudo que acontece está interligado. Cada indicador operacional influencia um ou mais indicadores táticos, que por sua vez impactam os indicadores estratégicos.

Imagine que o indicador estratégico “receita total” está abaixo da meta. Descendo pela árvore, o gestor identifica que o indicador tático “taxa de conversão de vendas” também está em queda. Aprofundando mais, encontra que o indicador operacional “número de propostas enviadas por semana” caiu significativamente. 

Sem a árvore de indicadores, o gestor estaria em um labirinto de possibilidades e demoraria muito mais para encontrar a causa do problema. Com a árvore o diagnóstico fica mais rápido e a agilidade na ação evita que a estratégia seja ainda mais impactada.

Essa lógica de navegação top-down é o principal valor da hierarquia de indicadores. Ela permite que a liderança identifique onde exatamente o problema está acontecendo, sem precisar analisar dezenas de métricas simultaneamente. E permite que as equipes operacionais entendam como suas atividades do dia a dia impactam os resultados maiores da empresa.

Para que as relações de causa e efeito funcionem bem na prática, é importante garantir que cada indicador operacional esteja claramente vinculado a um indicador tático correspondente, que cada indicador tático tenha seu impacto mapeado sobre um ou mais indicadores estratégicos, e que os responsáveis por cada nível saibam quais conexões existem e não apenas qual é a sua própria métrica.

Árvore de indicadores no BSC e no OKR

Duas das metodologias mais usadas para gestão estratégica, o BSC (Balanced Scorecard) e o OKR (Objectives and Key Results), têm na árvore de indicadores uma estrutura complementar. Entender como elas se relacionam ajuda a montar uma hierarquia conectada ao modelo de gestão já adotado pela empresa, o que diminui a resistência ao novo sistema e facilita a implementação.

Árvore de indicadores no BSC

O BSC organiza os objetivos estratégicos em quatro perspectivas: financeira, clientes, processos internos e aprendizado e crescimento. A árvore de indicadores conecta essas perspectivas e mostra como os indicadores de aprendizado e processos internos sustentam os resultados financeiros e de clientes.

Cada perspectiva do BSC contribui com indicadores que ocupam diferentes níveis da árvore. Indicadores financeiros tendem a ser estratégicos, pois são os resultados finais. Indicadores de processos internos e aprendizado tendem a ser táticos e operacionais, logo, são as causas que explicam os resultados. A árvore torna essas relações visíveis e gerenciáveis.

Árvore de indicadores no OKR

No OKR, cada objetivo é sustentado por resultados-chave mensuráveis que, quando atingidos, confirmam que o objetivo foi alcançado. A árvore de indicadores complementa essa estrutura ao conectar os resultados-chave aos indicadores operacionais que as equipes controlam no dia a dia.

Um resultado-chave como “aumentar a taxa de retenção de clientes para 85%”, por exemplo,  é consequência direta de indicadores operacionais como tempo de resposta do suporte e taxa de resolução no primeiro contato. A árvore consegue mapear essas conexões e permite que as equipes saibam exatamente quais ações influenciam cada resultado.

Como montar uma árvore de indicadores passo a passo

Agora que você já sabe como se dividem os indicadores, já pode planejar a montagem da árvore da sua empresa. Para isso, é preciso antes mapear o que será mensurado e definir algumas diretrizes a fim de assegurar resultados mais precisos. Trouxemos algumas dicas de como você pode montar sua árvore de indicadores!

Tenha um Planejamento Estratégico

É essencial saber onde sua empresa deseja chegar, bem como o que será feito para alcançar esse objetivo. Com uma visão clara sobre a condução dos processos e a participação das pessoas nele, será mais fácil selecionar os indicadores e montar a hierarquia.

Para tanto, é preciso ter um planejamento estratégico, com objetivos e planos de ação definidos.

Acompanhe os Indicadores-chave

Mantenha o foco nos indicadores-chave, ou seja, aqueles que são considerados essenciais e possibilitam acompanhar melhor o desempenho de todas as estratégias criadas para o negócio.

Quem define a quantidade de indicadores é a gestão, em um trabalho conjunto com os profissionais envolvidos, tomando como base o que precisa ser mensurado para trazer os melhores resultados.

Os dados coletados, transformados em informações, ajudam na quantificação dos resultados, orientando para as ações de melhoria. Assim, as metas definidas são mais fáceis de serem cumpridas, apontando para os resultados almejados.

Tome o cuidado de utilizar indicadores que sejam objetivos e possam ser mensurados ou verificados com propriedade. Além disso, eles devem fazer sentido para o negócio.

Divulgue a árvore 

Todas as pessoas que contribuem ou se relacionam com os resultados da empresa devem ter conhecimento sobre a árvore de indicadores e sua hierarquia. Desta forma entenderão o impacto de suas ações rotineiras e do seu empenho em cumprir metas, no futuro da empresa

Como um software estrutura e mantém a árvore atualizada

Montar a árvore de indicadores em um documento ou planilha é possível, mas mantê-la atualizada com frequência é onde a maioria das empresas encontra dificuldade. Conforme novos indicadores são criados e metas são revisadas, a hierarquia precisa acompanhar essas mudanças. Sem um sistema centralizado, o risco da árvore de indicadores não refletir essas movimentações é alto, e o de erros acontecerem, também.

Um software de gestão de indicadores resolve esse problema de três formas. Primeiro, permite registrar as relações entre indicadores diretamente na plataforma. Cada indicador filho aparece vinculado ao seu indicador pai, e qualquer alteração em um nível se reflete na visualização dos demais. 

Segundo, mantém os dados atualizados em tempo real, o que significa que a árvore sempre reflete o estado atual da operação, não o estado de quando foi montada. 

Terceiro, conecta a hierarquia de indicadores aos planos de ação. Assim, quando um indicador sinaliza desvio, a equipe responsável já sabe qual nível da árvore está sendo impactado e pode agir diretamente sobre a causa.

Na Scoreplan, a hierarquia de indicadores é um recurso nativo da plataforma. No software de gestão de indicadores é possível visualizar a árvore completa, navegar entre os níveis estratégico, tático e operacional e identificar rapidamente onde está o desvio que está puxando um indicador de alto nível para baixo da meta.

Quer ver como funciona na prática? Conheça o software de gestão de indicadores da Scoreplan.

Conteúdo atualizado em 29/05/2026.

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