cadeia de valor

O que é cadeia de valor e quais os benefícios de utilizá-la?

Intimamente ligada ao conceito de supply chain, a cadeia de valor pode dizer muito sobre o quanto uma empresa é ou não eficiente. A propósito, vale destacar que, segundo uma pesquisa da Accenture, 70% dos profissionais da indústria consideram que a cadeia de suprimentos é a chave para uma experiência do cliente bem-sucedida.

Mas, para que esse sucesso se concretize, é fundamental entender antes de que maneira a empresa agrega valor em cada etapa do seu processo produtivo. Vamos ver então como essa “mágica” acontece? Continue a leitura!

O que é e que elementos formam a cadeia de valor?

O conceito de cadeia de valor foi criado pelo professor e guru do marketing Michael Porter. Segundo ele, uma empresa pode avaliar todos os processos produtivos que permeiam suas atividades. Portanto, ele engloba da extração da matéria prima ou insumos até o momento em que um produto chega ao consumidor.

Trata-se de uma abordagem um pouco diferente, se considerarmos um outro conceito muito parecido, o de cadeia produtiva. No caso da cadeia de valor, em vez do todo, o que se busca analisar é como cada uma das etapas do ciclo produtivo impacta no valor gerado para o negócio e para o cliente.

Sendo assim, de acordo com o professor Porter, ela pode ser subdividida nas categorias abaixo. Acompanhe!

Atividades Primárias

Nessa categoria, estão todas as atividades e processos diretamente ligados à produção, na qual devem ser mapeadas:

  • logística interna ou de entrada: em que são avaliadas as atividades ligadas à recepção e tratamento de matérias primas e insumos;
  • operações: tudo que envolve o uso de máquinas e equipamentos usados na transformação desses insumos;
  • logística externa ou de saída: conjunto de atividades relacionadas à distribuição e entrega do produto ou serviço final;
  • marketing e vendas: diz respeito às atividades para promoção e potencialização das vendas;
  • serviço: tudo que acontece no pós-venda.

Atividades secundárias ou de apoio

Já no rol de atividades de apoio, temos:

  • infraestrutura: todas as atividades ligadas à gestão. Ex: setor contábil e administrativo;
  • gestão de RH: na qual estão os processos de admissão, demissão e treinamento de colaboradores;
  • desenvolvimento tecnológico: tudo que diga respeito ao uso e investimento em tecnologia;
  • compras e aquisições: atividades relacionadas à compra de matérias primas e insumos.

Que tipo de benefícios uma cadeia de valor pode gerar?

Uma vez que você tenha identificado e mapeado todos os elementos da cadeia de valor da sua empresa, estará apto a aproveitar as vantagens desse tipo de análise. Conheça algumas delas, a seguir!

Ajuda a identificar oportunidades de melhorias

Em certos casos, o maior desafio para quem está em busca de vantagem competitiva é justamente saber em que precisa melhorar. Afinal, quando estamos no centro do problema, é difícil adotar uma perspectiva isenta e que permita olhar para os problemas da empresa tal como eles são.

Isso porque ao mapear o cenário em que está inserido, o gestor ganha uma visão muito mais apurada do negócio, tornando-se capaz de saber em que ele deve avançar e como fazer.

Traz vantagem competitiva

No livro “Vantagem Competitiva” (Editora Campus) — obra de autoria de Michael Porter — o mestre fala dos fatores que devem ser analisados em relação à posição competitiva de um negócio.

Em outras palavras: não há como ter resultados melhores sem saber de que maneira uma empresa se encontra no mercado.

Nesse aspecto, mapear suas atividades primárias e de apoio é uma das ferramentas que podem ser usadas para avançar nesse sentido.

Potencializa processos que agregam valor

Uma vez que todos os processos produtivos sejam identificados, bem como seus pontos fortes e fracos, é possível aprimorá-los ou corrigi-los. Assim sendo, o conhecimento do seu ciclo produtivo é fundamental para quem precisa dar um upgrade nos negócios ou mesmo sair de uma crise.

Facilita a redefinição de prioridades

Falando em crise, entre tantos desafios que elas trazem está o de saber o que fazer primeiro para mitigá-la. Cortar gastos ou contratar pessoal? Investir em maquinário ou vender parte do patrimônio?

A identificação dos pontos fracos torna mais fácil responder a perguntas desse tipo. Dessa forma, você saberá o que deve ser priorizado, tanto nas horas mais turbulentas quanto nos momentos de expansão.

Realinha estratégias

Em certos casos, pode ser que a própria estratégia competitiva da empresa tenha que ser alterada. Nesse cenário, é natural que novas prioridades sejam estabelecidas e, com isso, as ações também deverão acompanhar essa mudança.

Ao mapear suas atividades, você saberá em que ponto do processo produtivo sua empresa está falhando. Dessa forma, a tarefa de realinhar a parte estratégica é menos árdua, já que haverá uma compreensão mais profunda dos problemas e desafios a superar.

Antecipa as tendências do mercado

Quando se conhece o cenário em que opera, o gestor ganha muito mais clarividência sobre o segmento em que atua. Isso porque conhecer em que status está a empresa em suas atividades primárias e de apoio pode por si só gerar insights sobre o negócio.

Sobre isso, vale também fazer em paralelo uma análise da concorrência, por meio de um amplo benchmarking. Dessa forma, você saberá com exatidão em que pontos seu negócio precisa melhorar, ajustando sua estratégia competitiva com base no seu mercado.

Garante mais precisão ao avaliar a rentabilidade

Um dos equívocos frequentemente cometidos por gestores e líderes de empresas é confundir lucro com rentabilidade. O primeiro diz respeito à margem obtida depois de uma venda, enquanto o segundo considera o quanto um negócio é rentável face aos seus custos.

Esse é mais um ponto que pode ser esclarecido ao analisar sua cadeia de atividades, já que ela pode elucidar em que processos a empresa está perdendo ou ganhando mais.

O que é preciso levar em consideração para implementá-la?

Nenhuma análise que se preze é feita sem o devido preparo. Sendo assim, para mapear corretamente sua cadeia de valor, não deixe de considerar se há:

  • fontes de dados confiáveis e estáveis;
  • profissionais ou empresas parceiras capazes de apoiar na tarefa;
  • ferramentas adequadas, principalmente sistemas de gestão de dados;
  • meios para efetivar as mudanças propostas depois das análises.

Não deixe, ainda, de treinar e motivar seus colaboradores em todo o processo, afinal, são eles os “guardiões” das informações que ajudarão a identificar onde estão seus pontos fracos. Invista nessa ideia, com certeza seus resultados só tendem a melhorar.

E a sua empresa, conhece a cadeia de valor em que está inserida? Conta para a gente nos comentários!

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