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Liderança e Empatia, a fórmula do desempenho acima da média

Liderança e empatia podem não ser a solução definitiva para os problemas do mundo, mas certamente a combinação é um ótimo ponto de partida.

Nas empresas, a capacidade de ser empático nas relações vem sendo tratada quase como um pré-requisito nos cargos diretivos, tamanho o seu impacto na produtividade.

Como aponta um estudo publicado no site da Forbes, a empatia pode de fato “turbinar” ambientes de trabalho, levando as pessoas a produzirem mais.

Não por acaso, ela deixou de ser apenas um atributo pessoal, tornando-se um verdadeiro ativo estratégico.

Entenda neste conteúdo como ela contribui para resultados melhores e de que maneira você pode começar hoje mesmo a exercê-la!

Por que a empatia é cada vez mais valorizada?

Em uma outra pesquisa, também publicada no site da Forbes, 90% dos entrevistados disseram que empregadores mais empásticos têm mais chances de reter seus funcionários.

Além disso, para 48%, nas empresas que oferecem programas de assistência à saúde mental as pessoas tendem a ser mais produtivas. Para 42%, iniciativas como essa podem também aumentar a motivação.

Ou seja, motivos não faltam para colocar a empatia definitivamente na pauta de prioridades da sua empresa. Isso não só pela melhora no nível dos relacionamentos, mas, como vimos, em razão dos resultados práticos que ela traz.

De que forma liderança e empatia ajudam a superar crises?

Liderar é uma coisa, dar ordens é outra.

Quem lidera assume a responsabilidade de influenciar as pessoas pelo exemplo, diferentemente daqueles que se limitam a dar ordens.

Essa é uma postura que faz toda a diferença no dia a dia e, em momentos de crise, é a melhor resposta para quando nada parece dar certo.

Afinal, já diz a sabedoria popular que “em casa que falta pão, todos brigam e ninguém tem razão”. Nesse sentido, a postura empática é, além de uma forma mais suave de lidar com as crises, a única saída para que a razão não se perca.

Com ela, a liderança torna-se capaz de se posicionar de diferentes maneiras em uma mesma questão, de maneira que suas decisões sejam pautadas na alteridade.

Que outras qualidades uma liderança empática deve ter?

Por outro lado, empatia é um atributo relativamente complexo e que demanda alguma maturidade.

Significa que, mesmo em pessoas que não a tem desenvolvida, é possível adotar um novo mindset para que a capacidade de ser empática possa florescer.

Veja a seguir algumas das qualidades que líderes empáticos costumam apresentar e comece desde já a desenvolvê-las!

Inteligência emocional

Uma das grandes dificuldades enfrentadas por colaboradores e gestores é gerir suas emoções, principalmente a raiva e a frustração.

Essa gestão dos sentimentos, por outro lado, requer habilidades cognitivas mais avançadas, dentro do que se costuma chamar de inteligência emocional.

Uma pessoa emocionalmente esclarecida consegue dominar suas reações, de maneira que elas não piorem uma situação já crítica.

Também conseguem canalizá-las em proveito de uma causa ou como combustível para orientar decisões mais racionais e estratégicas.

Raciocínio lógico

Empatia não é apenas uma maneira de ser, pensar e agir. É também o resultado da aplicação do raciocínio lógico nos momentos em que seja necessário tomar uma decisão.

Colocando-se imaginariamente no lugar de outras partes, ela abre caminho para analisar diferentes situações como um todo.

De certa forma, isso é aplicar nas relações a capacidade analítica, na qual o processo decisório é sempre orientado a partir da conjuntura e de forma estratégica.

Atenção plena

Dedicar atenção plena é sem dúvida a base da empatia. 

Líderes que dão atenção verdadeira às pessoas são mais capazes de ouvir genuinamente e, dessa forma, podem formar juízos menos enviesados.

É também o ponto de partida para uma outra qualidade essencial em uma liderança empática: a de se comunicar de forma não violenta.

Habilidade para dar feedbacks

Quem escuta mais tende a compreender melhor e, assim, a forma de se comunicar será menos agressiva ou impositiva.

Trata-se de um atributo fundamental dentro das empresas que valorizam ou que pretendem valorizar a cultura do feedback.

Assim, melhora por tabela o clima organizacional, um dos principais fatores de atração e retenção de talentos.

Como a empatia ajuda a reduzir o stress?

Uma pesquisa global da Qualtrics revela que 42% das pessoas já experimentaram um declínio na saúde mental em seus ambientes de trabalho.

Desse grupo, 67% estão experimentando aumentos no estresse, enquanto 57% aumentaram a ansiedade e 54% declararam estar emocionalmente exaustos.

Em um cenário como esse, a empatia é certamente o melhor ponto de partida para ajudar as pessoas que sofrem de estresse. Primeiramente, porque é algo que todos nós podemos fazer e, não menos importante, é de graça.

Quais os resultados de uma liderança empática?

O que se percebe nas empresas em que a liderança exerce a empatia é que os resultados costumam ser acima da média.

Felizmente, números para ilustrar esses bons resultados não faltam, como veremos a seguir. Confira!

Engajamento

Uma pesquisa da Catalyst revela que 76% das pessoas lideradas por líderes empáticos mostraram mais engajamento em suas atividades. Em compensação, esse percentual cai para 32% nas empresas em que a empatia deixa de existir.

Retenção de talentos

Empatia é também ser inclusivo, como veremos com mais detalhes mais à frente.

Com mais inclusão, a tendência é de que os talentos permaneçam na empresa, como também mostra a pesquisa da Catalyst.

Para 57% das mulheres brancas e 62% das mulheres negras/pardas, por exemplo, sentir que são compreendidas faz com que dificilmente pensem em deixar a empresa. Esse percentual cai para 14%/30% quando não existe essa percepção. 

Qualidade de vida

Além disso, ser liderado por gestores mais empáticos fez com que 86% das pessoas entrevistadas se sintam mais capazes de lidar com as demandas da vida e do trabalho.

Esse é mais um indício de que a empatia leva a ganhos não só na escala profissional mas, principalmente, em aspectos mais globais da vida.

Inclusão

Naturalmente, nos locais onde prevalece a empatia, há uma sensação de que as pessoas são mais acolhidas, como relataram 50% das pessoas ouvidas pela Catalyst. 

Já naquelas em que liderança e empatia não se fazem notar, essa proporção é de apenas 17%.

A Scoreplan, top 100 no prestigioso ranking Open Startups, que premia as mais atraentes do mercado, tem o compromisso de estimular a empatia em todos os níveis da gestão.

Acreditamos que desenvolver sistemas que levam nossos parceiros a lucrar mais é bom, mas melhor ainda é manter com eles uma relação baseada no respeito e confiança.

E na sua empresa, a empatia está em voga? Deixe um comentário e conte um pouco da sua experiência!

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