Business model canvas e lean canvas: saiba qual a melhor opção

Você já deve ter ouvido falar em Business Model Canvas e Lean Canvas, mas sabe qual a diferença entre eles? Ambos são ferramentas muito populares de modelagem de negócios, mas contam com algumas particularidades importantes.

Conhecer essas diferenças vai ajudar você a decidir qual é a melhor para o seu caso. Seja qual for a escolha, saiba que você terá em mãos um bom panorama do seu negócio. Neste artigo, vamos conhecer um pouco melhor o Business Model Canvas e o Lean Canvas e entender no que eles divergem. Acompanhe!

O que é Business Model Canvas?

O Business Model Canvas é uma ferramenta criada por um consultor suíço chamado Alex Osterwalder, que começou a desenvolver a ideia na sua tese de doutorado. Segundo seu próprio criador, o BMC permite que você descreva, desenhe, desafie e ajuste seu modelo de negócio.

É muito útil tanto para quem cria um negócio novo quanto para quem quer inovar dentro da empresa. Ele permite entender a viabilidade do negócio de uma maneira bastante prática e visual, destrinchando uma ideia em várias partes, o que facilita a compreensão.

O método faz uso de conceitos de design thinking, uma abordagem colaborativa para o desenvolvimento de produtos e serviços que coloca o usuário no centro da questão e parte do levantamento das suas reais necessidades. O próprio processo de criação do Canvas incorporou esses conceitos e contou com a colaboração de mais de 200 consultores de todas as partes do mundo.

Como funciona?

Um dos principais atrativos do Business Model Canvas é que ele permite que todo o negócio seja visualizado em uma única página, em vez de ter que percorrer um longo documento, com informações esparsas.

Outro benefício é que ele mostra como as diferentes áreas se conectam entre si. Na prática, trata-se de um quadro dividido em nove componentes:

  • parcerias-chave;
  • atividades-chave;
  • recursos-chave;
  • propostas de valor;
  • relacionamento com clientes;
  • canais;
  • segmento de clientes;
  • estrutura de custos;
  • fluxo de receita.

Esses componentes cobrem as principais áreas de um negócio. Para começar, é preciso definir o segmento de clientes, ou seja, o nicho com o qual se vai trabalhar. Em seguida, deve-se estabelecer a proposta de valor, isto é, quais são os benefícios que o produto ou serviço que você pretende desenvolver vai entregar para o cliente.

Os canais, por sua vez, são os meios pelos quais a empresa e os clientes vão interagir. Aqui, falamos tanto de canais de comunicação quanto de vendas ou de distribuição. Em seguida, passamos para o bloco de relacionamento, no qual devem constar as estratégias para captar e reter os clientes. Fechando a primeira parte do Business Model Canvas está o bloco de fontes de renda, que deve descrever como a empresa pretende ganhar dinheiro, ou seja, como o cliente vai pagar pelos benefícios recebidos.

Toda essa parte acima fica do lado direito do diagrama. No lado esquerdo estão os blocos relacionados à parte operacional do negócio. O primeiro é a área de recursos-chave, na qual devem estar listados os ativos de que o negócio precisa para operar, enquanto a área de atividades-chave contempla as atividades mais importantes que a organização precisa fazer.

Na sequência, o bloco de parcerias-chave está ligado aos fornecedores, que ajudam o negócio a entregar a oferta de valor para o cliente. Por fim, o bloco de estrutura de custos, como o nome indica, deve descrever os principais custos da empresa e que sejam consequência da operação.

Quais são as vantagens de utilizá-lo?

O grande benefício do Business Model Canvas, como já mencionamos, é a possibilidade de ter uma visão de todo o negócio em um único quadro. Ele pode ser de grande ajuda para desenvolver o plano de negócio da empresa e dar mais segurança ao empreendedor. Esse modelo também é muito utilizado em apresentações para investidores, pois consegue passar uma imagem organizada e consistente do que é o negócio.

O que é o Lean Canvas?

O Lean Canvas deriva do Business Model Canvas. Foi criado por Ash Maurya, que adaptou o BMC para dar mais ênfase aos novos negócios, especialmente startups, que precisam validar hipóteses. Por isso, o foco do Lean Canvas está mais na relação cliente-problema-solução.

Na prática, isso se materializa na alteração de quatro dos nove componentes do BMC. Saem de cena os parceiros-chave, as atividades-chave, os recursos-chave e o relacionamento com clientes e entram, na mesma ordem:

  • problema;
  • solução;
  • métricas-chave;
  • vantagem injusta.

O bloco de problemas descreve qual é a dificuldade que o cliente enfrenta e que deve ser solucionada. Isso vai impedir que a empresa crie um produto ou serviço que não interessa a ninguém. Já a solução, como o nome indica, deve mostrar como o negócio pretende resolver o problema descrito no primeiro bloco. Isso deve ser feito de forma sucinta, alinhada à ideia de Produto Mínimo Viável (MVP).

O bloco de métricas-chave relaciona os números mais importantes para o negócio e vai ajudar o empreendedor a se concentrar em acompanhá-los, evitando que a empresa perca o foco do que é essencial.

Por fim, o bloco da vantagem injusta deve descrever o que diferencia a sua empresa da concorrência e que pode servir como barreira para novos entrantes ou para a expansão dos concorrentes. Trata-se de algo que não pode ser facilmente copiado. A maioria das novas empresas ainda não conta com uma vantagem injusta e esse bloco pode ficar em branco em um primeiro momento, mas é algo que o negócio deve perseguir e trabalhar para encontrar.

Para que serve?

O Lean Canvas traz para o primeiro plano as hipóteses mais importantes a serem validadas na criação de uma startup ou de um novo produto ou serviço. Ele foi desenhado para que os empreendedores mantenham o foco no que é essencial e evitem perder tempo com o que é acessório ou que pode ser trabalhado mais para a frente.

Agora, você já sabe quais são as diferenças entre o Business Model Canvas e o Lean Canvas. Enquanto o primeiro é mais voltado para a estratégia e pode ser entendido como uma versão resumida do plano de negócios, o segundo foca em startups e em lançamentos de produtos e serviços que precisam testar suas hipóteses com agilidade.

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